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12 segredos de um ecommerce de sucesso
Saiba se sua loja virtual está no caminho da felicidade. Pode parecer
chover no molhado, mas muitas lojas virtuais ainda não seguem todos esses
princípios.
Por Mauricio Salvador*
Em mais de três anos dando os cursos de ecommerce pela Ecommerce School, já
tivemos mais de 500 alunos de lojas virtuais, de vários portes e segmentos.
Além de ensinarmos, também somos bons ouvintes. Foi ouvindo casos de sucesso
e fracasso de alunos, que decidi escrever uma lista com alguns pontos que
consideramos cruciais para o sucesso de um empreendimento de ecommerce no
mercado brasileiro.
1. Planejamento: antes de todo negócio bem sucedido, há um bom
planejamento. Um trem não anda sem trilho. Tive alunos que pensavam que
tinham um planejamento porque haviam definido metas agressivas.
Metaforicamente, imagine uma loja virtual como sendo um avião. As metas
seriam os aeroportos onde queremos aterrissar. Como iremos chegar é o plano
de vôo, a visão macro da viagem, o planejamento. Táticas são os botões que
iremos apertar, o taxiamento na pista de decolagem, o ajuste dos flaps, ou
seja, a visão micro do que temos que fazer durante a viagem para que as
metas sejam atingidas.
2. Plataforma: você consegue fazer várias coisas numa cama
desconfortável, menos dormir um sono tranqüilo. Quando uma loja se deita
numa plataforma de e-commerce, ela deve ter sonhos e não pesadelos. Pode ser
até que consiga vender (e muito) usando uma plataforma desconfortável, mas
não será tocada por Morfeu da forma como gostaria. Há plataformas de
ecommerce de todos os tamanhos e preços. Quem define o tamanho da cama é a
necessidade. Um adolescente solteiro dorme muito bem num colchonete, já um
casal de mais idade...
3. Design e usabilidade: pense na última vez que você entrou numa
dessas lojas de rua, que fosse suja, escura, bagunçada e barulhenta e acabou
comprando algo porque era barato. Você não deve lembrar, mas provavelmente
sentiu alívio ao sair de lá e colocar os pés na calçada novamente. Lojas
limpas, organizadas, com boa iluminação e musica agradável, nos mantém por
mais tempo circulando pelas prateleiras. Compramos pelo prazer e até dá
vontade de ficar mais. O tíquete médio das compras é maior. Na Internet
também é assim, com a diferença que é possível ter uma loja bonita,
organizada e com boa usabilidade sem precisar gastar muito.
4. Conteúdo: fotos e descrições de produtos não podem ser
commodities. Se todas as lojas usassem as mesmas fotos e descrições e, além
disso, cobrassem o mesmo preço, a vida do consumidor seria muito chata.
Ajude-o a se decidir pela sua loja, ao mostrar imagens exclusivas,
diferenciadas e descrições mais detalhadas, inclua formas de uso dos
produtos e opiniões de outros compradores.
5. Operações: depois que o cliente clica no botão “finalizar compra”,
começa o verdadeiro trabalho no ecommerce. Conferência, seleção, embalagem,
etiquetagem, envio, tracking...lembro de uma propaganda da Coca-Cola,
chamada “Fábrica de Sonhos”, onde um rapaz coloca uma moeda numa máquina de
refrigerantes e lá dentro acontece uma série de eventos muito bem
sincronizados, que terminam com o produto chegando geladinho nas mãos do
consumidor. As operações de uma loja virtual de sucesso devem estar
sincronizadas, ter timing, tecnologia e envolvimento de todos.
6. Quem manda na empresa: se você pensou “no presidente”, errou. Quem
manda na loja é o consumidor. O freguês tem sempre razão. Na Internet, um
cliente satisfeito conta pra três amigos, um insatisfeito conta pra três
mil. Em lojas virtuais bem sucedidas, foram os clientes que definiram os
nomes das categorias, as posições das prateleiras, a seleção dos produtos e
em alguns casos até mesmo...o preço. Preste atenção no próximo item dessa
lista e deixe canais de comunicação abertos para saber o que você deve
mudar.
7. Comunicação: seja entre funcionários e clientes, entre clientes e
clientes e entre funcionários e funcionários, a comunicação deve fluir para
todos os lados. E-mail, telefone, formulário, instant messenger, SMS, chat,
Twitter, blog, Orkut ou Facebook. Deixe todos os canais de comunicação
abertos, quem deve escolher por onde vai falar com você é o cliente. E não é
só isso. Responda rápido e aja mais rápido ainda. Assopre o fósforo antes
que ele vire uma fogueira. Nesse ponto está incluído também o atendimento a
clientes.
8. Redes Sociais: os consumidores estão lá. Trocando idéias, contando
pra todo mundo o que fazem, do que gostam, quem são seus amigos, do que
precisam... é difícil para uma empresa de varejo sair do broadcasting
tradicional para o social media. Transmitir mensagens em massa, numa só via,
é muito mais fácil, mas também dispendiosa. Fazer social media marketing não
é tão caro, mas é difícil, exige dedicação e pessoas preparadas, que sejam
boas na arte de ouvir e falar. Imagine-se sozinho numa festa onde você não
conhece ninguém e vê uma roda de pessoas conversando, que parecem amigos de
longa data. Como você entraria no meio do papo? Oferecendo coisas pra eles
comprarem? Pense nisso.
9. Tecnologia: a cada dia, fica mais barato o acesso das empresas às
novas tecnologias. Automatizar processos reduz erros e custos. A tecnologia
deve estar diluída em todos os processos de uma loja virtual. Dê uma volta
pela empresa e observe os funcionários que usam muitos “Post it”. Deve haver
processos ali que precisam ser melhorados. Essa tecnologia deve contribuir
também com o processamento das informações e geração de relatórios
analíticos e de fácil compreensão.
10. Fornecedores: são eles que definem o preço final dos seus
produtos e, consequentemente, sua margem de lucro. Não aja como um martelo o
tempo todo, batendo nos seus fornecedores por causa de preço. Crie laços,
busque o ganha-ganha. Além disso, os bons fornecedores ficam na porta da sua
loja conversando com os clientes para entenderem o querem e trazer para o
mercado produtos mais fáceis de vender. Sua área de compras não deve ser
treinada apenas para negociar preços, prazos e condições de pagamento. Deve
aprender a identificar tendências de mercado e se comunicar frequentemente
com o pessoal de marketing e vendas.
11. Sites parceiros: os e-consumidores não navegam apenas em lojas
virtuais. Eles visitam sites de noticias, lêem e-mails, jogam, ouvem
músicas, internet banking e se relacionam com amigos. O search engine
optimization depende muito mais do que acontece fora do site do que dentro.
Empresas bem sucedidas no comércio eletrônico se relacionam bem com
parceiros e tem alguém em seu quadro de funcionários dedicado a criar e
manter parcerias. Invista em programas de afiliados, recompensando bem as
fontes de negócios.
12. Pessoas: por último, mas não menos importante: são as pessoas
que fazem o ecommerce. Jack Welch, CEO da GE por 30 anos, sempre diz em suas
palestras que gastava cerca de 50% de seu tempo no recrutamento de talentos.
Para uma loja virtual ter sucesso, seu quadro de funcionários deve ser
formado por pessoas que tenham presença digital. Pessoas que acreditam na
Internet, que a usam para fazer compras, se relacionarem e que tenham
capacidade de serem geradores de conteúdos. Contrate gente que tenha
facilidade no uso de tecnologias e que saiba usá-las de forma criativa e
inovadora.
Claro que há outros detalhes envolvidos no sucesso do ecommerce. De uma
maneira geral, esses são pontos cada vez mais citados e discutidos durante
as aulas, num bate papo entre professores e profissionais de lojas virtuais.
Ainda estamos organizando uma pesquisa quantitativa que possa mostrar
através de números o grau de importância de cada item descrito
anteriormente, de forma que numa próxima oportunidade possam ser listados
numa ordem de significância.
Enquanto isso continuamos observando atentamente as mudanças nesse
mercado, em busca de receitas que possam ajudar no crescimento pessoal e
corporativo dos que atuam aí.
*Sobre
Mauricio Salvador
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